IPCA de abril

O indicador de inflação oficial do governo, o IPCA acumulado em 12 meses, totalizou 6.49%, voltando ao intervalo da meta de inflação estabelecida. Entretanto, ainda não vimos convergência, seja linear ou não, da variação do índice para o centro da meta. 

Novamente o valor para o mês, 0.55%, foi acima do previsto no relatório Focus, 0.48%. Isso se deve a uma menor descompressão do principal grupo de itens do IPCA, Alimentação e Bebidas, sobre o qual o efeito das desonerações tributárias foi sobreestimado além da não existência de um choque de oferta como ocorreu no mesmo mês do ano passado.

Em termos de inflação por setores, o de serviços mostra algum declínio na comparação com o nível do final de 2011, tendo acumulado 8.1% em 12 meses para o mês de abril. A desaceleração do rendimento médio real, assim como da atividade econômica pode ser um dos fatores que expliquem a redução no nível de inflação do setor.

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Ata da 174ª Reunião do COPOM

Na 173 reunião, na sua ata, o Copom declarou que:

“33. Nesse contexto, o Copom irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.”

Agora, na ata divulgada hoje (25/04), temos a seguinte mudança nesse paragráfo:

“34. O Copom destaca que, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação como o observado nos últimos doze meses persistam no horizonte relevante para a política monetária.”

Nessa reunião, finalmente, o Copom decidiu (de forma não unânime) pelo aumento de 0.25 p.p. na taxa básica de juros da economia. Pela primeira vez em algum tempo, o Banco Central admitiu que a inflação acumulada em 12 meses (6.59%) se encontra em um patamar elevado e reiterou, em relação a última ata, as distorções causadas pela inflação para os indivíduos.

Essa mudança de direção na posição do Banco Central sinaliza o início de um ciclo de aperto monetário, que deveria vigorar até o momento em que a inflação convergisse para o centro da meta (o que ainda não aconteceu no governo Dilma). Resta saber se as condições políticas o permitirão.

Revisão metodológica das séries de crédito

O Banco Central, recentemente, anunciou a revisão metodológica de alguns indicadores de crédito fornecidos, dada a defasagem desses em relação a necessidade de acompanhar os mecanismos de transmissão da política monetária implementada. 

Essa medida adotada beneficia não só a compreensão do mercado de crédito mas sim da análise da conjuntura brasileira como um todo. 

Os principais avanços foram na ampliação das séries como recursos direcionados, que tem como característica comum serem destinadas por programas governamentais para determinados tipos de agentes econômicos, que estarão sujeitos a prazos, montantes e taxas de juros pré-estabelecidas. 

Em termos de recursos livres, para pessoa jurídica, tivemos a inclusão das seguintes séries: desconto de cheques, antecipação de faturas de cartão de crédito, aquisição de veículos, aquisição de outros bens, leasing – veículos, leasing – outros bens, compror, cartão de crédito e financiamento à exportação.

Para pessoa física, o Banco Central incluiu em seu banco de dados: crédito pessoal vinculado à renegociação de dívidas, leasing – veículos, leasing – outros bens e desconto de cheques. 

Em termos das séries de recursos direcionados, foram introduzidas: 

Financiamentos imobiliários – pessoas jurídicas e pessoas físicas, Crédito rural – pessoas jurídicas e pessoas físicas, Capital de giro com recursos do BNDES, Financiamento de investimentos com recursos do BNDES, Financiamento agroindustrial com recursos do BNDES e Microcrédito.

Manutenção dos juros pelo Copom

Novamente, por unanimidade, o Copom decidiu pela manutenção da taxa de juros básica da economia. Entretanto, dessa vez, já existia no mercado de juro futuro alguns sinais de que a decisão poderia ser por um aumento de 0.25 p.p. dado o cenário inflacionário preocupante tanto no presente quanto para os próximos doze meses.

Apesar disso, a decisão do Banco Central segue a linha da manutenção do juro real pouco acima de 1%, podendo ter sido influenciada pelo novo patamar da taxa câmbio, que deve aliviar um pouco a pressão sobre os preços dos bens importados.

Apresentação do Nepom

Às 16:30 desta terça-feira, 29/05, ocorrerá mais uma apresentação do Nepom, que visa prever a decisão do Banco Central sobre a taxa Selic, no dia 30/05.

O coffee-break está marcado às 16h.

Reunião do Nepom – 09/04/2012

Às 16:30 desta segunda-feira, 09/04, ocorrerá mais uma apresentação do Nepom, visando prever a decisão do Banco Central sobre a taxa SELIC, no dia 18/04.

O coffee-break está marcado para as 16h.