Apresentações e Vídeos da 3ª Conferência Vale/EPGE

Nos dias 9 e 10 de maio ocorreu na Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da FGV-RJ a Vale/EPGE 3rd Global Conference – Business Cycles. O NEPOM lá esteve! Eu e o Raphael tivemos o prazer de ir poder conferir o evento. Estavam lá Chris Sims, Edward Prescott, Mark Watson, Marcelle Chauvet e outras figuras importantíssimas, das quais já estão disponíveis os slides e vídeos das apresentações. Confiram!

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Parece que agora vai! Mas…

É, pessoal, mesmo com o anúncio de uma taxa de crescimento do PIB abaixo das expectativas do mercado, o COPOM decidiu, unanimemente, por um aumento da taxa básica de juros em .50 pontos percentuais, acima dos .25 que muitos esperavam. Em sua nota à imprensa, o comitê mostrou acreditar que este aumento contribua para um declínio da inflação.

Ainda que atrasado, este aparente ciclo de aperto monetário caminha na direção de nos afastar de um processo de indexação, justificável numa economia em que a autoridade monetária se mostre, digamos, negligente quanto as altas consecutivas da taxa de inflação.

Todavia, quando olhamos para nossa economia e verificamos baixo crescimento e baixo desemprego caminhando ao lado de uma inflação alta, pensamos, e agora? Bom, a resposta do nosso governo é que a inflação é de base e o crescimento é de qualidade!. Queria presentear vocês com a definição destes conceitos, mas não os achei em nenhum livro de macro…

A questão é que as reformas e investimentos dos quais precisamos para nos afastar destes sufocos inflacionários que surgem sob qualquer descompasso entre demanda e oferta parecem estar longe da agenda do governo. O que parece estar lá é um conjunto piadas sem graça em forma de conceitos econômicos estranhos, preparados para serem disparados quando se percebe que as medidas errantes de curto prazo estão nos colocando numa sinuca de bico.

O que nos resta é esperar, e ver se pelo menos do lado monetário poderemos contar com medidas sérias.

Apresentação de Hoje – 28/05/13

Olá, pessoal! Cliquem aqui para acessar os slides da apresentação! Nosso modelo previu a manutenção da taxa Selic em 7,50% a.a. Contudo, num cenário otimista para a produção industrial, houve também concentração de probabilidade em uma mudança entre .25 e .50 pontos percentuais.

O controverso e polêmico R²

Aos interessados, amantes e entusiastas da econometria: vale muito à pena ler este texto do Dave Giles’ Blog! Dica original de nosso amigo Pedro Sant’Anna.

O bom é que essa leitura me fez recordar de outro assunto interessante, do qual tentarei falar nos próximos dias. Aguardem.

 

Econometric Game 2013

De 9 a 12 deste mês ocorreu, na Universidade de Amsterdã, o Econometric Game 2013, este ano com o tema “Os Efeitos da Política Fiscal no Crescimento Econômico”.

Diversas instituições de todo o mundo participam anualmente do evento. Todavia, a edição deste ano foi ainda mais especial, pois a equipe da Universidad Carlos III de Madrid, que teve como capitão o estudante de doutorado Pedro Sant’Anna (Isso mesmo! Um dos criadores do NEPOM!) foi a campeã!

Portanto, parabéns ao Pedro e sua equipe pelo esforço e pela vitória na competição, que dura três dias! (e eu achando que minhas provas de econometria de duas horas eram longas, hehe)

George E.P. Box (1919-2013)

Ainda que com algum atraso, este blog não poderia deixar de lamentar a morte de George E. P. Box, que faleceu em sua casa no último dia 28. Box tinha 93 anos.

O senhor de rosto simpático (como mostra a foto do link acima) foi e sempre será considerado um dos grandes estatísticos do século XX. Box fez contribuições importantes em diversas áreas. Na Economia (Econometria), é conhecido principalmente pela metodologia Box-Jenkins para a modelagem de séries temporais.

Box teve uma vida longa e produtiva, na qual colecionou prêmios, medalhas e nomeações à associações distintas, como a American Academy of Arts and Sciences (1974) e a Royal Society (1979). Recentemente, teve publicado o livro An Accidental Statistician: The Life and Memories of George E. P. Box, onde, numa tradução livre da descrição do livro: “Box apresenta insights pessoais e um relato em primeira mão das conquistas de sua carreira.”

Um fato curioso é que ele era casado com Joan Fischer, uma das filhas de Ronald Fischer, outro gigante da Estatística.

E o Fundo de Participação dos Estados?

Na última quarta-feira (03/04) o Senado adiou mais uma vez a votação de um projeto de lei que altere a maneira como os recursos do FPE (Fundo de Participação dos Estados) são distribuídos. É a terceira vez que isso ocorre.

Mas que fundo é esse? Por que a necessidade de rever a forma como ele funciona? Há solução? (uma vez que se previa uma para o final do ano passado).

A resposta para a primeira pergunta é simples: O Fundo de Participação dos Estados é fonte para o repasse de recursos, feito através do Governo Federal para os estados brasileiros, com o objetivo de amenizar as distorções causadas na oferta de serviços públicos devido às diferenças estaduais de capacidade de arrecadação.

A segunda e terceira perguntas tem suas respostas baseadas no Texto Para Discussão nº 1810 do IPEA, de autoria de Rogério Boueri, Adolfo Sachisida e Clarrisa Borges.

No texto, observando o fato de que a maneira como o repasse é feito atualmente foi declarada inconstitucional pelo STF em 10 de fevereiro de 2010 (demandando sua reforma até o final de 2012), dado que as proporções estaduais são fixas e não observam as diferenças sócioeconômias existentes em cada estado, os autores propõe uma metodologia que leve em conta tais distorções de forma dinâmica, ajustando todo ano a proporção devida de acordo com as variações do PIB per capita e do tamanho da população estadual.

De acordo com os autores, tal metodologia corrige o atual problema e tem viabilidade política, uma vez que outras propostas apresentam ganhadores e perdedores a priori, o que dificulta a aprovação imediata no Congresso Nacional de um novo projeto de lei, que é o fato observado no início do texto.