Ex-membro do Nepom tem artigo publicado

Renato Byrro, ex-membro do Nepom e os professores Ari F. de Araujo Jr e Marcio A. Salvato são meus co-autores em artigo publicado no último número da Revista Gestão & Políticas Públicas, da USP (antes que você me pergunte: sim, falei dele aqui).

Acho legal lembrar que a idéia do artigo surgiu no Nepom, com o Renato, há algum tempo. Sim, você pode ver o Renato na foto abaixo, numa das formações iniciais do Nepom, no tempo em que o Pedro ainda achava que sabia Econometria.

Da esquerda para a direita: Biro-Biro, Caçapava, Zanata, Abel, Palhinha, Dirceu Lopes e Éder.

Da esquerda para a direita: Biro-Biro, Caçapava, Zanata, Abel, Palhinha, Dirceu Lopes e Éder.

Por que eu uso o “R”?

Muitos alunos ainda não conheceram o “R” (ou sua versão mais charmosa, o “RStudio”). Assim, de quando em vez, aparece-me um ou outro perdido me fazendo aquelas perguntas de quem não tem internet (ou pacote de acesso em uma 3G vagabunda mesmo, como a que eu tenho). Coisas do tipo: “o que é o R”? Ou: “por que você usa o R”?

Para a primeira pergunta, eu dou uma mãozinha (ou duas). Para a segunda, leia isto. Pronto, agora você nunca mais será o mesmo. Ah sim, uma notícia antiga sobre o R no Google está aqui.

Para você, meu ex-aluno de Análise Macroeconômica IV (parte 2)

Pois é. Muita gente reclama da teoria econômica. Como está na crise da adolescência e não consegue se ver em crise, acha que a crise está no objeto de estudo. Não que não haja problemas com a teoria, longe disto, mas há uma enorme vontade de se jogar a culpa na teoria. Por isto eu publiquei aqui o link para o texto de Goodfriend & King (1997) nos últimos dias.

Hoje, na sequência, e com o mesmo espírito do texto em que expliquei os motivos de publicar o link acima citado, trago outro artigo para o leitor: Wickens (2009). Caso você, como eu, seja destes que não acha que o mundo é apenas novo-keynesiano ou novo-clássico, mas que estas ferramentas fazem parte de um aparato mais amplo que nos permite entender o mundo (não sem problemas e não sem o auxílio de alguma ferramenta quantitativa), então você, provavelmente, vai gostar deste texto. Ele foi escrito após a crise de 2008 e, ao contrário dos apressados, não vê tanto problema assim com modelos DSGE (ah…você acha isto no livro-texto que usamos, não vou traduzir).

Trata-se de um texto curto em relação ao de Goodfriend & King (1997), mas igualmente interessante. Divirta-se.

p.s. para um ponto-de-vista pessoal sobre a suposta ‘crise’ da teoria econômica, veja isto.

Para você, meu (ex-)aluno de Análise Macroeconômica IV…

Este texto, de Goodfriend & King (1997), embora extenso, é ótimo para colocar o que você leu na bibliografia do curso em uma perspectiva histórica. A sua descrição da evolução macroeconômica no século XX é muito boa e, claro, se você gosta de história do pensamento econômico, é uma referência obrigatória.

Agora, lembre-se, como não temos tempo durante o semestre para um lero-lero sobre a origem do universo, muito do que vimos ficou sem uma referência ao pensamento econômico (há professores que fazem este trabalho em matéria de nome bem óbvio: história do pensamento econômico). Bom, é verdade que não faz muita diferença para a prática da política econômica saber de onde veio tal ou qual modelo assim como não faz diferença para o tratamento médico saber quem (ou quando) inventou (foi inventada) a penicilina.

Mas vale a pena ler o texto. Caso você seja destes aluons que não têm medo de um texto um pouco mais denso, esta é sua oportunidade. Divirta-se.