A inflação gerada por causas monetária e reais

A taxa de inflação, por definição, é o aumento do nível de preços de um conjunto de bens e serviços em um determinado período. É um fenômeno em que a maioria dos preços vai se alterando com uma frequência mensal.

O aumento dos preços podem ter causas monetárias (impressão de papel moeda), causas psicológicas (expectativas), ou causas reais (descompasso entre oferta e demanda).

Neste artigo irei analisar a taxa de inflação do Brasil primeiro sob as causas monetária e depois sob as causas reais.

A partir de 2003 houve um grande aumento da concessão de crédito na economia brasileira, fazendo com que os resultados macroeconômicos de curto prazo fossem aparentemente positivos.  O desemprego caiu muito, as taxas de crescimento se elevaram, o poder de compra do consumidor subiu, entre outros. Mas esses resultados foram distorcidos, pois tratava-se de um crédito que foi expandido nesse volume por causa da expansão da base monetária feita pelo Banco Central. Ou seja, o crédito não aumentou porque o nível de poupança aumentou, mas porque o Banco Central e o sistema bancário expandiram rapidamente o volume e dinheiro na economia.

Porém, essa expansão não pôde durar para sempre e quando ela acabou ficou uma conta a ser paga. O nível de crescimento não é mais o mesmo e agora existe o problema da inflação. Então, podemos justificar parte do aumento da inflação com a exagerada expansão monetária feita pelo Banco Central, que gerou crescimento de curto prazo e no longo prazo elevou do nível de preços.

Analisando agora os descompassos entre oferta e demanda, podemos observar que muitos dos produtos que são pesquisados pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumido Amplo) estão sofrendo choques de oferta negativos. Ou seja, estão com problemas em seus processos produtivos. O destaque é para o setor alimentício, que vem sofrendo com secas em determinadas regiões e inundações em outras. A elevação dos preços do tomate a da batata inglesa chamaram a atenção no último mês, sendo respectivamente 32,85% e 35,05%. Além deste, o setor de serviços também apresentou aumento significativo justificado pelo encarecimento da mão de obra.

Sendo assim, podemos perceber que existem vários fatores que estão nos deixando preocupados com a inflação. E dentre eles estão acontecimentos passados, recentes, controláveis e até outros que não podem ser controlados, como o calor e as chuvas.

O fato é que as previsões de inflação para este ano (6,35%) já estão bem distantes da meta estipulada pelo Banco Central (4,5%) e estão quase alcançando o limite máximo (6,5%). Algumas medidas estão sendo tomadas, como a elevação da taxa de juros, e com o tempo devem se intensificadas.

A seguir temos um gráfico mostrando as variações mensais dos preços registradas pelo IPCA.

 

Grafico IPCA

 

 

 

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