2ª Ata do Nepom

Na noite de 02 de abril de 2014, o Copom (Comitê de Politica Monetária) decretou aumento da taxa básica de juros da economia (SELIC) para 11% ao ano, repetindo um aumento de 0.25 p.p  ocorrido na última reunião. No dia 25 de março, o Nepom realizou uma apresentação similar a estrutura realizada no Copom. Conforme o comitê divulga o desfecho monetário à sociedade, o Nepom utiliza de instrumentos da Econometria para estimar com base nas distribuições empírica das decisões de alta e baixa do Copom, dada a distribuição acumulada das determinações passadas. Para fins de previsão, a probabilidade de ocorrência da decisão prevista do Copom é decomposto em dois outros panoramas derivativos do proposto (Neutro), segundo os quais há um cálculo algébrico do desvio padrão de um modelo auto regressivo da produção industrial para a determinação desses outros (Otimista e Pessimista). O resultado estimado convergiu que haveria variação de 0.5 p.p na taxa de juros em todos os cenários, justificado por um crescimento industrial acima das expectativas, o que consiste em um cenário inflacionário para um modelo do Nepom.

Fazendo uma análise setorial, o destaque da economia internacional foi de mais um corte do FED no Quantitative Easing, para 55 bilhões de dólares, aumentando a expectativa do mercado para uma elevação da taxa de juros norte americana. Já analisando o setor externo, a taxa de câmbio ( R$/US$ ) sofreu uma apreciação e permaneceu por volta de 2,32. Os aspectos  mais significantes  nesta área foram um déficit na balança comercial brasileira e um superávit significante na Conta Capital e Financeira, devido ao aumento de investimentos externos. Por fim, o Banco Central continuou com a intensa realização de swaps cambiais a fim de conter uma possível desvalorização do real.

A atividade econômica registrou um aumento de 1,26% em relação a dezembro passado. Este resultado ficou acima de todas as expectativas de mercado graças ao bom desempenho da indústria. Quanto ao mercado de trabalho a taxa de desemprego registrada, apesar de ter sido maior do que no período anterior, ainda está baixa, por volta de 4,8%.

Em relação ao setor público o governo anunciou meta de superávit primário de 1,9 % do PIB para 2014 devido ao não cumprimento da mesma no ano anterior. Já o déficit nominal teve o pior resultado desde novembro de 2009. A dívida pública federal obteve queda de 3,6% em janeiro, para R$ 2,04 trilhões. O mercado de crédito iniciou 2014 desaquecido, algo comum em inícios de ano. Destaque para a linha de crédito de recursos direcionados, que teve queda em suas concessões de 38.55% em comparação a dezembro de 2013.

O IPCA acumulado em 12 meses em fevereiro ficou em 5,68% e ficou acima dos 5,59% relativo a janeiro. O principal motivo dessa subida do índice se comparado ao mês anterior foram os aumentos de preços dos grupos de educação e da energia elétrica.

Com todos esses fatores o cenário atual é de uma inflação que persiste mesmo com os aumentos consecutivos da taxa SELIC.

 

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