Curvas de nível…na prática

Um mundo tão cruel…

Eu sei, eu sei. Vários alunos sofrem de distúrbios pós-traumáticos e não conseguem sequer virar uma página do livro de Cálculo porque não conseguem viver em um mundo no qual nunca tenham visto uma curva de nível fora da teoria. É um sofrimento, eu sei, coisa lamentável. Posso ouvir os gritos de profundo desespero de alguns alunos, aquele som primal, primevo (existe tal palavra?), de horror por não poder desenhar em quatro dimensões ou não ter visto uma curva de nível.

É triste, né?

Mas, veja só, o bom de se estar sempre estudando é que a gente pode ajudar estas pessoas que tanto sofrem por não conseguirem, de modo algum, trabalhar com abstrações. Podemos fazer uma boa ação! Salvar almas mesmo. Eu sei que você se lembra da minha iniciativa bondosa mostrando as curvas aqui. Mas meu coração é grande. Há até quem repita a matéria só para ficar ao meu lado por gerações e gerações! Mas vamos à nossa boa ação do dia.

Salvando almas

Abra os olhos! Tcharam!

Curvas de nível, ao vivo! (Cuidado, não tente fazer isto em casa sem a supervisão de um adulto)

Não sei você, mas acho isto sensacional. O autor usa o R porque, sabe como é, ele é um biólogo. Claro que você já percebeu que esta coisa de preconceitos não funciona no mundo moderno. Já teve beijo gay na novela das oito, ninguém acha bonito dizer que mulher só serve para lavar louça e sociólogo que não sabe estatística, eu diria, é sinônimo de um brucutu nazista.

A estatística não é fácil, nem é para qualquer um, bradam as hordas de traumatizados que só querem um diploma para usarem como pano de prato ou para cobrir buracos na parede de casa (recomendo os calendários que se ganha no Ano Novo: são muito mais baratos e, alguns, são até bonitos!).  Sério?

Há algo a ser apre(e)ndido aqui, leitor…

Eu nunca fui o virtuoso da orquestra que era minha turma de graduação. Mas sempre me esforcei. A postura científica, ao meu ver, é uma combinação de ceticismo com humildade e persistência. São três insumos que ajudam um bocado na formação técnica do sujeito (aprender a dar descarga e lavar as mãos é por conta dos seus pais, sorry).

Veja lá, eu não sei fazer curvas de nível usando o Google Maps, nem quero que o leitor passe seu dia filosofando sobre isto. Mas há umas lições aí, neste pequeno momento que agora compartilhamos, não há? É fácil ver que se você lê mais, você escreve melhor. O mesmo vale para fazer uso de pacotes estatísticos como o R (ou qualquer outro). Também vale para a Macroeconomia, a Microeconomia, etc. Textos bem escritos surgem de uma leitura que nem sempre é ligeira e fácil.

Bem, é isto. Fiquem com as curvas de nível em escala (quase) real e em amarelo que, aliás, é uma bela cor.

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