Mais Adam Smith, mais solidariedade…at the end?

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Despedida do Thomaz

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“Eis aqui o segredo do correlograma!”

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“Tá vendo a mesma função utilidade que eu?”

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“Nepom: o velho e o novo”

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“Ah, agora entendi, é o shouyu…”

Fazia algum tempo que não conseguia reunir alguns membros do Nepom para que pagassem o lanche para mim. Na verdade, continuo sem conseguir isto. Mas pelo menos paguei a parte do Thomaz. Aliás, ele agora é blogueiro convidado lá no De Gustibus Non Est Disputandum. Está devendo o último post aqui, é bom lembrar.

Por falar em 醤油, vale a pena saber mais sobre este conhecido molho aqui. Ok, talvez seja mais fácil aqui. Outra dica boa é esta aqui, sobre como usar os hashis – 箸 – (chopsticks). Pode ajudar na próxima vez em que você for a um boteco em Toukyou (Tóquio).

Mas o Nepom volta à sua programação normal após a semana de provas (início na quarta-feira que vem até o mesmo dia da semana seguinte – caso você tenha tentado enganar seus pais, nós informamos aqui, corretamente, as datas das provas…).

Turgot e Marx têm algo a dizer …

Duas vertentes, pontos em comuns e outros nem tanto e bastantes conceituáveis em relação ao termo “valor de troca”. Marx e Turgot demonstraram visões sobre a precificação das mercadorias o qual cada um utilizou como base suas primícias teóricas.

Segundo Turgot, o valor de troca se apresenta como tal apenas quando um produto é comparado com outro onde se estabelece uma troca simples entre dois indivíduos. Nessa troca, cada individuo atribui desejo e necessidade pelo produto os quais fixam um preço do produto em termos do outro e esta relação deve ser estabelecida de forma equitativa. Dito isso, ele defende que como cada mercadoria é estabelecida em termos de outra mercadoria, cada uma delas podem ser úteis na medida de outros valores para as demais. Na verdade, ele propõe esse argumento para definir que qualquer mercadoria é dinheiro, e o dinheiro é uma mercadoria. O dinheiro é o resultado de um mecanismo de troca que amplia a circulação de mercadorias nos mercados e o qual é impossível à sua existência puramente convencional, pois qualquer mercadoria detém essa dupla capacidade de servir como uma medida de valor e comando em relação a demais. A contribuição de Turgot é essencial atualmente quando tratamos o papel da moeda na economia como uma medida de valor e também a determinação do valor de troca por elementos subjetivos dos indivíduos.

Antes de introduzirmos o valor de troca para Marx é pertinente abordar o valor de uso segundo ele. Marx define que o valor de uso constitui um caráter social e deve satisfazer as necessidades da sociedade. Ou seja, o valor de uso é coletivo e provindo do trabalho mercantil materializado na mercadoria. Portanto, ao definir valor de troca posiciona que é o veiculo de trocas entre bens que são determinados pelo tempo, esforço e trabalho empregue na produção. Exemplo clássico retirado de sua obra “O Capital” entre o ferro e o milho temos que: “Tomemos agora duas mercadorias, trigo e ferro, por exemplo. Qualquer que seja a sua relação de troca, ela pode ser sempre representada por uma equação em que uma dada quantidade de trigo é considerada igual a uma quantidade qualquer de ferro (por exemplo, um alqueire de trigo = a quilos de ferro). Que significa esta equação? Significa que em dois objetos diferentes, em um alqueire de trigo e em a quilos de ferro, existe algo de comum. Ambos os objetos são, portanto, iguais a um terceiro que, em si mesmo, não é nem um nem outro. Cada um deles deve, enquanto valor-de-troca, ser redutível ao terceiro, independentemente do outro.” Contudo, Marx notou que as relações de troca abstraiam-se do valor de uso. Por exemplo: comida pode parecer tão útil quanto uma joia, mas uma joia pode ter um valor mais elevado que muitas refeições. Logo, valores de uso e troca estão representados em quantidades diferentes. Ele reconhece a falácia do teorema de que características corporais entram em consideração apenas na medida em que se tornam úteis e justifica que os valores de trocas podem ser considerados apenas em bens que segundo ele são úteis

Sendo assim, é muito importante ressaltar também que as duas posições não são tão diferentes quando foca-se na parte quantitativa, pois ambos propunham um método de trocas equitativas. Também não é difícil perceber as diferenças. Turgot defende que os indivíduos ao realizarem trocas levam em consideração valores subjetivos para aquisição de mercadorias de forma que o escambo seja equitativo para as partes, ou que as trocas chegassem a mais perto do seus valores de troca, em contrapartida Marx acredita que o valor de um bem provem da força de trabalho que é medido pelo tempo e esforço de produção e que a troca deveriam ser levados em conta o esforço entre a produção das mercadorias .

Turgot e Max

Referências:
Karl Marx – O Capital

Discurso para os formandos de Ciências Econômicas do segundo semestre de 2013

Pois é. Muitos não vieram. Ou não puderam vir. Eu queria lhes dar aquele abraço mas, enfim, posso apenas lhes dar o discurso que proferi ontem para seus colegas.

As provas estão chegando! As provas estão chegando!

"- Salve-se quem estudou! A semana de provas chegou!"

“- Salve-se quem estudou! A semana de provas chegou!”

O livro é o Sea Monsters on Medieval and Renaissance Maps, de Chet Van Duzer, editado pela British Library Museum, uma das minhas mais belas aquisições de 2013.

Fica em homenagem à semana de provas. Boas provas!