Real tem valorização superior ao dólar. Acredite se quiser!

Segundo o Índice Big Mac de janeiro o real teve sobrevalorização de 13,5% em relação ao dólar. A valorização só não foi maior do que na Noruega (68,5%), Venezuela (54,7%), Suíça (54,5%) e Suécia (36%).

O Índice Big Mac foi criado pela revista britânica The Economist em 1986, como um guia para analisar se as moedas estão em seus níveis corretos. Ela é baseada na teoria de paridade do poder de compra (PPC), um princípio de que as taxas de câmbio de longo prazo devem se mover em direção a uma taxa que iguala o valor de uma cesta idêntica de bens ou serviços (neste caso, um hanbúrguer) em diferentes países. Na prática, este índice representa um comparativo do custo médio de produção, bem como custo de vida, entre 57 países.

O preço do lanche nos Estados Unidos é usado como base da pesquisa. Atualmente, ele está em US$4,62. Se um sanduíche em determinado país é mais caro do que esse valor, a moeda está valorizada em relação ao dólar. Caso contrário, se o sanduíche for mais barato do que nos EUA, a moeda está desvalorizada.

Para o mesmo índice ajustado, o qual leva em consideração além do preço dos produtos, o PIB per capta, os resultados são ainda mais surpreendentes. Neste, nós passaríamos a ter o Big Mac mais caro do mundo. Impressionante!!

Teoricamente países pobres deveriam ter na média os preços dos sanduíches menores, já que os gastos com mão de obra são bem inferiores aos dos países ricos. Mas parece que esta lógica não serve para o Brasil!! Ou será que somos um dos países mais ricos do mundo?! Onde a população ganha muito bem, possui saúde, educação e segurança. Acho que não, né?!!

Enfim, o custo de vida no Brasil está altíssimo, a população é mal remunerada e a carga tributária é enorme.

2 respostas em “Real tem valorização superior ao dólar. Acredite se quiser!

  1. José, eu gostei do texto (como disse antes), mas o final do mesmo me deixou curioso. Afinal, após falar do BigMac, você fala de outras variáveis que não estudou para fazer o post (pobreza, carga tributária, etc). Será que elas são mesmo determinantes da disparidade do índice BigMac entre os dois países? O que seria preciso para que o final do texto tivesse uma boa fundamentação?

  2. Pingback: Mantega pode ser o melhor aliado dos inimigos do BigMac? | De Gustibus Non Est Disputandum

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