Credibilidade economica

Segundo Raul Diniz, professor de Comportamento Humano da AESE, “qualquer dirigente sensato teria uma forte motivação para investir no desenvolvimento da confiança, caso se pudesse comprar no mercado, pois o seu retorno seria muito superior ao de qualquer outro negócio”, mas “a confiança dá-se fundamentalmente entre pessoas e exprime uma relação muito mais profunda e complexa que chega à confiança nas intenções, ou seja, aquilo que cada um tenta conseguir dos outros”. A contribuição do professor sobre o tema “as dificuldades da confiança” semelha-se a conclusões de profissionais da macroeconomia em relação à condução de políticas econômicas. A postura de dirigentes políticos em estabelecer e cumprir metas é primordial para um cenário econômico favorável e semear confiabilidade ao mercado. Como também, economias que adota metas pré-determinadas e apresentam um histórico de honra com suas obrigações têm elevado nível de credibilidade e é menos vulnerável a choques internos e externos.

No caso brasileiro, principalmente no âmbito fiscal notamos que há um descompasso em estabelecer e alcançar os objetivos fiscais, em consequência ao descumprimento das estratégias da política adotada, por exemplo, aumento do superávit primário com aumento dos gastos públicos. No inicio do desse ano o Ministro da Fazendo Guido Mantega se pronunciou sobre o resultado da meta fiscal do ano anterior com o seguinte discurso: “Como havia analistas dizendo que a meta não seria cumprida, não seria bom sustentar essa expectativa negativa até o fim do mês, então antecipamos para acalmar os nervosinhos”. A veracidade do posicionamento sobre o resultado da meta pelo ministro ainda não foi divulgado. No entanto, a expectativa do mercado em relação ao resultado primário não é diante ao resultado fiscal do último mês do ano, mas em decorrência das manobras contábeis e receitas extraordinárias que o governo tem realizado para conquistar os objetivos. Esses atos foram nomeados como contabilidade criativa pelos especialistas. A falta de credibilidade fiscal ameaça o rebaixamento do país no ranking mundial de classificação de risco e as perspectivas do mercado quanto às futuras promessas.

Sendo assim, é possível anunciar propostas e pratica-las dado que seja palpável a realidade do mercado. Como também, revigorar a confiança exprimindo a intenção do objetivo almejado. Política econômica é um jogo o qual a conduta dos jogadores remete sua finalidade.

Fonte: http://www.ver.pt/conteudos/verArtigo.aspx?a=Valores&id=568

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,mantega-tenta-acalmar-nervosinhos-mas-deixa-duvidas-sobre-meta-fiscal-,1114893,0.htm

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