A China e o mundo

Entendimento e acompanhamento da economia mundial são indispensáveis para as relações econômicas internacionais de um país. A China, como grande potência econômica, é foco de análise uma vez que qualquer mudança política ou de estratégia econômica realizada no país afeta diversas outras economias que têm um mercado dependente da saúde e estabilidade da economia chinesa.

A maior parcela de exportação de produtos brasileiros é direcionada para a China. O país é o maior comprador do Brasil (principalmente de minério de ferro), portanto esse período de abalo na economia chinesa, desaquecimento, e preocupação de não conseguirem alcançar a meta de crescimento de 7.5% neste ano, torna-se também uma preocupação para o Brasil. Qualquer crescimento não satisfatório na China implica diminuição da venda de produtos brasileiros e, portanto, pode influenciar negativamente o crescimento no Brasil.

Diversos são os fatores que contribuíram para o desaquecimento da economia chinesa: crise na Zona do Euro, crise nos Estados Unidos, desaceleração em países emergentes, ou seja, o mercado como um todo estava mais avesso ao risco, além dos problemas que já são enfrentados internamente no país.

Ainda há temores de que a economia sofra desaceleração nos próximos períodos, uma vez que a China passou por um período de crescimento abaixo do esperado isso gera incerteza no mercado quanto a sua recuperação. Porém, dados mostram uma melhora no país, e a chave para isso tem sido o setor industrial que segundo o PMI atingiu 51% em agosto comparado com 50.3% em julho (acima de 50 é interpretado como crescimento, e abaixo de 50 é interpretado como contração). Essa melhora também tem parte significativa explicada pelos indícios de recuperação da Zona do Euro e dos Estados Unidos, os dois maiores parceiros comerciais da China.

Com todos esses fatos, fica a pergunta: então uma crise nas maiores potências econômicas levaria à falência da China? Não parece interessante para nenhum governo ter que em algum momento enfrentar dificuldades desse nível. O fato é que essa total dependência da China em relação ao mercado internacional resultou em reformas econômicas e políticas com intuito de estimular a demanda, por exemplo: com o aumento do consumo interno através de flexibilização dos contratos no mercado imobiliário; facilitando investimento para pequenos investidores através de tarifas mais baixas; e outros estímulos que têm como objetivo beneficiar pequenas empresas e aumentar o nível de emprego.

Não se sabe ao certo se a China continuará com essas políticas de estímulo de consumo e investimento interno, mas  a recuperação da segunda maior economia do mundo nos leva a acreditar sim que ela atingirá a meta de crescimento para 2013.

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