Infra-estrutura e crescimento do PIB

Parece já estar provado que o crescimento do PIB influenciado pelo incentivo à demanda interna não é sustentado. O baixo crescimento do PIB do Brasil nos últimos tempos deve-se em grande parte devido à essa política adotada pelo nosso atual governo. Um dos fatores que influenciaram tal medida foram os preços elevados das commodities, com esse preço elevado o nosso país pôde trocar a mesma quantidade de commodities por uma quantidade maior de bens de consumo que não produzimos aqui.

Outros fatores também ajudaram nesse incentivo ao consumo interno, como a redução do IPI para bens duráveis e redução dos preços em outras áreas, como energia. Porém a estagnação dos preços internacionais somados às condições do mercado de trabalho e ao baixo crescimento da produtividade, que gera uma queda nas importações a preços baixos, é que nos leva à esse pífio crescimento do PIB. Sendo assim tais políticas só geram aumento dos preços internos, e das importações.

Chegamos então ao tema principal para o crescimento econômico de longo prazo, como já visto com evidências empíricas de alguns países, a infra-estrutura. O investimento em infra-estrutura gera custos no curto prazo porém é ele quem leva à um crescimento sustentado do PIB no longo prazo. Os impactos que tais investimentos gerariam sobre o crescimento se dariam no aumento da produtividade e também melhorias no mercado de trabalho, fatores que foram citados anteriormente pelo seu desempenho atual ruim que prejudica o crescimento do PIB.

Porém enfrentamos alguns problemas no nosso país para que esse investimento seja realizado. A começar por um princípio da macroeconomia onde S = I, ou seja, a poupança agregada é igual ao investimento, e podemos constatar com alguns dados que a poupança agregada brasileira representa apenas 15% do PIB, um valor modesto devido o incentivo ao consumo e também aos gastos elevados do governo, é insuficiente para financiar os 18% do PIB que representam os investimentos. Alguns estudos feitos sobre desenvolvimento econômico dizem que esse investimento deveria ser de 25% do PIB para sustentar um crescimento de 5% ao ano sem superaquecer a economia.

Além desse problema existe também a idéia do governo atual, onde foi criado um conjunto de regras que impossibilitam que o setor privado ajude a resolver esse problema e também a falta do ajuste fiscal, contenção de gastos do governo e realocação de recursos para que tais investimentos sejam feitos. E com as eleições presidenciais se aproximando fica menos provável que o atual governo mude sua política para aumentar os investimentos em infra-estrutura, pela questão estudada em public-choice, de que os governos tendem a aumentar seus gastos perto de eleições para criarem um crescimento de curto prazo.

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