Desaceleração Econômica

Duas hipóteses se destacam na discussão da perda do dinamismo econômico nos dois primeiros anos do Governo Dilma.

A primeira é que a parada está ligada à queda de investimento, em que se formou um quadro de dificuldade do ajuste das empresas privadas e estatais ao novo regime de câmbio mais desvalorizado e juros mais baixos, onde podemos usar o termo econômico “dores de parto”. Nesse caso há o efeito negativo do aumento da dívida das empresas em moeda estrangeira e o efeito positivo de aumento de vendas no mercado doméstico ou externo que aconteceria de forma mais gradativa. Ressalta-se que o problema da competitividade da indústria brasileira é uma das grandes causas de intervencionismo do Governo na indústria doméstica em que, há retorno positivo ou muitas vezes, o retorno é negativo e a competitividade mantém-se em patamares inferiores ao do mercado internacional.

A segunda hipótese leva em conta que desde o afastamento do ministro Antônio Palocci em 2006 como o início do governo Dilma, houve redução da eficiência econômica. Exemplos seriam os elevados apontes de recursos ao BNDES, política precipitada de desoneração de alguns setores, controle do preço da gasolina e outros. A lista é longa e segundo essa hipótese, o relacionamento político é mais importante do que a área de Pesquisa & Desenvolvimento na empresa. Nessa visão, a queda da taxa de juros deve-se a diminuição dos investimentos e da produtividade, devido ao desincentivo pelo alto custo de se investir.

O que quer que seja, é evidente que a perda de competitividade é preocupante para a Economia Brasileira, principalmente em médio a longo prazo.

Texto baseado em análise do artigo Duas leituras da parada da economia em 2013, publicada na revista Conjuntura Econômica de Janeiro de 2013.

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Um velho problema do Nepom

Certamente a ala econométrica do Nepom – que desfila todo ano fantasiada de ruído branco – dará conta disto. O modelo do Nepom é um Probit Ordenado, logo, problemas não faltam mas, ei, não é que o Nepom é um grupo cujo objetivo é criar economistas aplicados que, de fato, enfrentem problemas?

Pois aí está!