Dado os piores resultados, em 2012, para a balança comercial, em relação a 2011, o governo optou por medidas que visassem melhorar esse saldo comercial, estimulando as exportações e diminuindo as importações. A variável câmbio, que afeta tanto as exportações quanto as importações, passou, a partir do terceiro trimestre de 2011 a sofrer desvalorização em relação às moedas estrangeiras, em parte pela política de compra de dólares por parte do Banco Central. A partir dessa depreciação cambial, o exportador passou a receber mais reais para cada dólar exportado e o importador passou a gastar mais reais para importar a mesma quantidade em dólares. No campo regulatório, as alíquotas de importação de diversos produtos subiram, de forma a desestimular a importação e “incentivar” a produção interna. 

       Entretanto, para o cumprimento do objetivo inicialmente proposto, essas duas medidas teriam que ser fortes o suficiente para compensar a desaceleração no volume transacionado em bens e serviços internacionalmente. Segundo os valores estimados, 65% das exportações brasileiras estão associadas às condições do comercio internacional e não sobre uma dinâmica própria do mercado. Os resultados para a variável câmbio demonstram que ao longo do tempo essa tem baixo efeito sobre a dinâmica das exportações brasileiras, de forma com que a depreciação cambial possa levar a um aumento ainda não substancial o suficiente para que o saldo comercial de 2012 chegue aos patamares de 2011. 

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