Crises Financeiras na Indústria Cinematográfica

Grandes produções do cinema internacional são inspiradas e/ou baseadas em fatos reais, em Best Sellers, em clássicos Cânones. Como economia também é cultura, gostaria de apresentar-lhes três filmes cujo enredo está relacionado com a crise financeira de 2008. Apenas um deles ainda não foi lançado, contudo, a tradição sensacionalista e dramatúrgica da cinematografia pode ofuscar aspectos factuais importantes contidos nestes filmes. Iremos, em um breve futuro, analisar a parte realística envolvida na crise, mas até Outubro, aproveite o suspense hollywoodiano dos filmes a seguir!

Wall Street: Money Never Sleeps (2010) Sequência do clássico filme de 1987, este começa com a saída de Gordon Gekko (Michael Douglas) da penitenciária após alguns anos. O elenco é composto por atores como Shia Beoulf e Carey Mulligan, além do aparecimento do personagem Bud Fox (Charlie Sheen).

Inside Job (2010) Filme que ganhou o Oscar em 2010 por melhor documentário. Narrado por Matt Damon, aborda o colapso do crédito bancário desde consecutivos desequilíbrios a partir dos anos 90s e mostra a progressão, consequências encadeadas que compuseram a crise global.

Margin Call (2011) Previsão de lançamento para Outubro de 2011, este filme gira em torno de 24 horas antecedente da crise financeira que foi inferida por um grupo de pessoas de um Banco de Investimento. Atores como Kevin Spacey, Demi Moore, Simon Baker e Paul Bettany fazem parte do elenco.

Compartilhe conosco suas opiniões, dúvidas sobre a Teoria Econômica e efeitos de mercado apresentados nestes filmes que sugerimos e pratique o seu lado cinéfolo de um economista!

Divulgada a Taxa Selic

Nesta quarta-feira, 31 de agosto de 2011, o Banco Central divulgou sua última decisão com relação à taxa Selic. Houve uma baixa de 0,5 p.p. na taxa básica. Para os que estavam presentes na última reunião do Nepom, e para aqueles que de certa forma acompanham suas atividades, sabe que a previsão do modelo fora a manutenção da taxa básica em 12,5 % a.a.
A pergunta então fica: o modelo está errado? Sua capacidade de previsão é baixa?
É bem verdade que o modelo econométrico está sempre está sempre sujeito a alterações, buscando sempre melhorar seu poder de previsão e especificações. Mas vou chamar atenção para outro aspecto, que talvez ajude a elucidar as relações entre o modelo e as decisões do Copom.
Um termo que não raramente é esquecido, ou subavaliado, no modelo é o próprio termo do erro. Talvez, em especial neste caso específico, a melhor denominação seria resíduo. São todas as coisas que explicam as decisões acerca da taxa de juros, e que não estão contempladas nas variáveis explicativas. Pressões políticas, variáveis de difícil mensuração, aspectos qualitativos, etc. Neste sentido, o resíduo nos mostra de certa forma uma medida da subjetividade das decisões do Copom, o que na deixa de ser uma medida interessante.
Paralelamente a isto, foi divulgado ontem um reajuste de 13,6% no salário mínimo para 2012. Isto nos remete a dois aspectos importantes; primeiramente à desconfiança do índice de inflação do governo, que indica uma inflação de pouco mais de 6% a.a. O segundo aspecto é o claro contrasenso das políticas do governo.
Vivemos claramente um processo inflacionário de demanda , onde a capacidade instalada e a produção industrial são incapazes de suprir a demanda latente . Ainda que este reajuste no salário mínimo seja somente para corrigir a perda de valor aquisitivo devido à inflação, , o consumidor médio não o percebe, seja por falta de consciência da distinção de salário real e nominal, seja pela abundância de crédito disponível na economia. È indubitável que haverá aumento na pressão de demanda até o fim do ano, ainda que o reajuste somente entre em vigor no ano que vem, o que pressionará ainda mais a inflação, forçando o Banco Central a aumentar os juros.
Sabendo de tudo isso, podemos nos perguntar de onde vem então estas decisões do governo, que vão claramente no sentido contrário daquilo que diz pretender para a economia. A resposta é simples: este é o preço do voto em um governo populista nas urnas.

*Texto escrito por Jéssica Dutra, integrante do Nepom.

O que eu acho disso tudo?

Eu acho que a Fazenda não fez – e não vai fazer – o dever de casa que lhe cabe de ajuste fiscal. Quanto à inflação, a herança da administração heterodoxa, após seu “glorioso” período de poder nos anos 80 é enterrar a instituição chamada “sistema de metas”.

Do lado da economia política – pensando em ciclos político-econômicos ou em maximização de votos de burocratas, eu me pergunto qual o objetivo pessoal de Tombini. Parece que ele não quer ser lembrado como um dos arquitetos do sistema de metas.