E o PIB caiu

Deixa ele cair. Observo apenas que deve-se tomar cuidado com o pessimismo. Na apresentação de ontem vimos que a produção industrial já se recupera (tanto em MG, como no Brasil), o que mostra que as defasagens naturais das séries econômicas ainda surtirão efeitos, vale dizer, o PIB não cairá tanto quanto se esperava (e, em parte, nem caiu tanto quanto se esperava).

Outro ponto é que existem ciclos econômicos e parece que a crise veio próxima ao final de um ciclo de alta em alguns investimentos, o que significa que a recuperação (também como mostrado ontem) não alcançará os picos anteriores, relativos à fase de boom do ciclo.

Problemas?

Bem, não conte com um eterno ciclo de queda na Selic. Esta “festança” toda que tem sido feita na imprensa em torno de uma suposta “nova era” da economia brasileira não se sustenta diante de qualquer número das contas públicas. Ao contrário do que se poderia fazer, o governo continua desprezando a restrição orçamentária intertemporal, mudando até a regra da poupança para se endividar mais.

Irônico é que muitos economistas da outrora oposição (hoje, ferrenhos defensores do governo) repetiam o mantra do “problema da poupança que não permite investirmos mais”. Hoje, são os primeiros a defenderem a aplicação de um redutor no ganho da poupança para garantir a trajetória de endividamento do governo. Enquanto isto, no Chile…

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