Aulas de Economia

Primeiro, uma explicação de como as expectativas são tratadas em economia. Leigos mais ou menos informados poderão entender rapidamente.

Segundo, mais um exemplo de que esta história de “exportar produtos de maior valor agregado” não é correta ou, no mínimo, é um argumento bem menos simples do que parece. O debate que se segue nos comentários – além do bom nível pouco usual da blogosfera brasileira – ajuda a pensar no problema de vários ângulos.

Ah sim, no dia 08, programe-se: tem mais Nepom aí.

A crise já passou?

Cristiano acha que existem indícios de que o pior da crise já teria passado (será que existe um “melhor da crise”?). Mais detalhes? Aqui.

Boa notícia

Vou apresentar o artigo “Os ricos poupam mais que os pobres no Brasil?”, oriundo da minha monografia, no IV Encontro CAEN-EPGE de Políticas Públicas e Crescimento Econômico.

Tenho dois co-autores, os quais também são meus orientadores: Fábio Gomes (INSPER) e Márcio Salvato (IBMEC-MG).

Estou bastante feliz! Essa vai ser a minha primeira oportunidade de apresentar alguma produção científica em encontros desse tipo!

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A crise e o ensino de economia

Ao contrário de um discurso muito comum – e obscurantista – de que os economistas não querem saber de explicações da crise, Mankiw mostra como se faz um serviço bem feito. Em momentos como este, muitos charlatães surgem com explicações bombásticas que, geralmente, incluem uma crítica de fundo psicológico do tipo: “o que eu sempre disse, apesar de errado, agora deveria ser tido como certo (e você deveria me pagar mais por isto), já que tudo o mais falhou”.

Cuidado com este tipo de observação. Ainda é melhor se manter perto dos bons profissionais.

A taxa de juros natural

De acordo com este estudo de Borges & Silva (2006), o Brasil aproxima-se rapidamente de sua taxa de juros natural que estaria em torno de 10% ao ano.

Por que esta taxa é importante?

Bem, um sistema de metas de inflação baseia-se na hipótese de que esta taxa seja diferente daquela fixada pelo Banco Central. Estimá-la pode ser um exercício trivial ou não, conforme o uso que você queira dar a ela em seu trabalho (veja, por exemplo, esta breve discussão para os EUA).

Além disso, se a taxa Selic se aproxima da taxa de juros natural, o argumento de Borges & Silva (2006) torna-se relevante:

“… por que o nível de taxa de juros real necessário para controlar a inflação no Brasil (em torno de 10% ao ano, conforme os resultados da estimação apresentados acima) é mais elevado do que o necessário em países semelhantes ao Brasil? A relevância desta questão reside no fato de que caso a taxa natural permaneça no nível atual, o País terá sucesso no controle da inflação, mas amargará trajetórias de crescimento muito baixas. Além disso, há conseqüências perversas sobre o endividamento público: numa conta grosseira, considerando que a dívida pública real cresça à taxa de juros natural, isto é, 10% ao ano, enquanto que o PIB cresça entre 3% e 4% ao ano, implica a necessidade de um superávit primário expressivo, de cerca de 6% ou 7% do PIB ao ano, para que apenas se mantenha a razão dívida líquida do setor público sobre o PIB constante no nível atual (cerca de 57% do PIB em dezembro de 2003).

Interessante, não?

Saiba mais sobre o teste de stress

Leituras intermediárias, ok? O leitor com pouco conhecimento de Economia ou Finanças terá alguma dificuldade aqui. 

Sobre esta última, vale a lição de sempre: estudar econometria nunca foi um erro.