Para entender a crise – Brasil

Sobre o que eu disse no final do texto anterior, veja esta notícia. Um breve trecho:

Com a receita ameaçada, o governo só poderia ampliar as políticas de estímulo se mexesse nas despesas. Mas isso é considerado impossível – 90% das despesas são obrigatórias no País. Além disso, antes de a crise se agravar, o governo havia se comprometido com reajustes do salário mínimo e do funcionalismo público.

 De setembro de 2008 a janeiro de 2009, a folha de pagamento dos servidores cresceu R$ 10 bilhões. Enquanto isso, o valor anualizado dos investimentos aumentou R$ 1 bilhão. Ou seja, a variação do investimento, antídoto mais eficiente contra a crise, foi de 4,4%, metade da expansão da despesa de pessoal.

Percebe, leitor, a importância da responsabilidade fiscal? Este é outro aspecto da diferença entre Brasil e EUA. O nosso governo não consegue investir produtivamente porque…não consegue se livrar de gastos em custeio. Some-se a isto um aumento de salário mínimo que faz bem às intenções de voto (mas não necessariamente para a economia) e tem-se a encruzilhada atual.

p.s. Veja também esta notícia. Os impactos da gestão fiscal, boa ou má, sobre a economia, jamais são desprezíveis…

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