A fantasia desfeita

Reproduzo abaixo trecho de esclarecedora entrevista do presidente do Banco Central, neste domingo, n’O Estado de São Paulo.

O imaginário popular convive com a fantasia de que aumentar ou reduzir as taxas de juros é um jogo do BC com o mercado. Quem influencia quem nesse movimento, na percepção de quem ocupa o posto de principal observador da cena econômica há 2.215 dias?

Em um regime de metas de inflação é fundamental que a comunicação do BC seja eficaz. Para isso, o BC precisa ter credibilidade, o que significa ser realista e dizer a verdade, mesmo que não seja a mensagem mais agradável naquele momento. Se os agentes respeitam o BC, apostarão no cumprimento da meta e, como resultado, os custos sociais diminuirão consideravelmente. Com esses pressupostos, um banco central tem considerável grau de influência na formação de expectativas.

A entrevisa completa está aqui. Dois pontos me chamam a atenção neste trecho: (a) a jornalista Beatriz Abreu, entrevistadora, sabe um pouco de economia, não cai na fantasia popular de que há uma “luta entre BC e mercado”; (b) a resposta de Meirelles é bem didática e esclarecedora sobre o papel da comunicação do BC ao mercado.

Parabenizo a sra. Abreu pela boa entrevista e recomendo, claro, a leitura da mesma pelos leitores do blog do NEPOM.

Uma resposta em “A fantasia desfeita

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