Raiz unitária? Cointegração? Jurava que isso era apenas pesquisa “acadêmica” ou “Claro que se você não almeja um emprego bom, você não vai mesmo usar nada do que estudou”

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Eis um belo relatório do FMI sobre o Brasil. As primeiras vinte e três páginas jogam por terra a lenda de que testes de raiz unitária e cointegração são apenas assuntos exclusivos de econometristas acadêmicos (a lei do preço único).

Isto sem falar da econometria com dados em painel e os modelos de calibração (na seção sobre o salário mínimo), os vetores autoregressivos (VAR) (seção sobre o multiplicador fiscal, aliás, citada aqui), a boa e, claro, a velha regressão múltipla (seção sobre o mercado cambial e em outras das seções citadas).

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Pois é, gente boa. Não tem para onde fugir: relatórios de consultores de boa qualidade não são os que você achou que iria ler. Foi mal, galera. ^_^

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Aliás, só para não dizer que não avisei mais de uma vez, o Vitor Wilher e sua turma têm demonstrado repetidas vezes que é possível melhorar a qualidade das análises econômicas que fazemos. Veja só este exemplo e, sim, explore o resto do blog dele.

A Desaceleração do Gigante Asiático

No cenário internacional é interessante destacar a maneira com que o Banco do Povo da China está enfrentando a desaceleração econômica presente no país desde o final de 2010. O crescimento chinês até 2010 foi em média de 10% a.a, enquanto em 2014 ficou em 7,4%. Já para esse ano, o FMI calcula que o PIB cresça ainda menos, cerca de 6,8%. Mas quais são os principais fatores que levaram o gigante asiático a essa desaceleração e, como o banco central chinês está tentando conter essa situação?
A queda no crescimento chinês é decorrente, principalmente, da dependência do país em alguns fatores que não podem ser mantidos para sempre. 

Um desses fatores é o investimento estrangeiro que entra no país o qual é essencial para impulsionar a economia. Assim como os outros países asiáticos, a China recebe altos investimentos e, em 2014, chegou a 48% do PIB. Para efeitos de comparação, no mesmo ano o investimento no Brasil representou 19,7% do PIB. 

Foi feita a correlação entre o investimento estrangeiro de 2008 até 2014 e o PIB anual referente ao mesmo período. Como resultado, foi obtido uma correlação positiva de 0,739097754 o que mostra que há fortes indícios de que o investimento e o crescimento do PIB apresentam uma relação diretamente proporcional. O gráfico 1 também mostra que as duas variáveis tendem a caminhar na mesma direção. Quanto mais investimentos o país recebe mais recursos podem ser alocados para os diversos setores da economia, ou seja, mais maquinário pode ser comprado, mais mão de obra pode ser contratada, por exemplo, o que estimula o crescimento.
Gráfico 1. Relação entre o investimento e o PIB 

Fonte: Banco Central da China 

Por outro lado, os altos investimentos podem gerar instabilidade no mercado, como é o caso do setor imobiliário chinês que representa cerca de 20% do PIB e, por conta do grande fluxo de dinheiro injetado paras as construções, está sendo abalado por conta da queda do preço dos imóveis. “Cidades fantasmas” são comuns no país e mostram um exemplo da má alocação de recursos financeiros presentes no país.
A China, também, passa por problemas de mão de obra e, é importante destacar dois motivos. O primeiro é decorrente da lei do filho único que contribui para a queda da oferta de mão de obra no país e, o envelhecimento da população. Em segundo lugar, o intenso fluxo migratório de chineses de áreas rurais para as áreas urbanas vem diminuindo e, em função disso, o preço da mão de obra aumenta o que encarece o preço final dos produtos. Esse fato afeta a balança comercial que é essencial para o crescimento do país.

Os produtos chineses reconhecidos pelo mercado internacional por terem preços muito baixos, agora sofrem com o aumento dos mesmos o que pesa negativamente nas exportações. Em comparação ao mesmo período do ano passado as exportações do mês de Março recuaram 15% e as importações seguiram o mesmo caminho, com queda de 12,7%. A balança, então, fechou com um superávit de U$$3,1 bilhões de dólares o que prejudicou o crescimento trimestral chinês que foi o mais fraco em seis anos, de 7%. Já em Abril, apesar do otimismo de alguns economistas do time do The Wall Street Journal, a balança comercial fechou com superávit menor que se se esperava, em U$$34,1 bilhões de dólares.

Nesse cenário, o banco central chinês diminuiu em 0,25% a taxa de juros, a terceira queda desde Novembro de 2014. Segundo o BC, essa política tende a estimular os bancos comerciais a emprestarem recursos às empresas chinesas e a estimular o consumo interno o qual é muito baixo no país. Além disso, o corte na taxa de depósito compulsório para 2,25% também pode ser benéfico para impulsionar a economia uma vez que mais dinheiro poderá circular no mercado. 

É essencial observar como a segunda maior economia do mundo irá passar por essa desaceleração tanto por ter um grande peso no mercado de compra e venda de commodities, como o petróleo e o minério de ferro, como por ser o segundo maior importador de produtos brasileiros. 

Alguns economistas chamam esse cenário de “aterrisagem suave” e, o FMI encoraja as políticas econômicas que a China vem adotando para que as consequências desse cenário não sejam piores. 
É difícil prever como será o reequilíbrio da economia chinesa, mas economistas do banco central chines acreditam que o mercado de trabalho terá um papel importante nesse caminho. Esse setor que agora é constituído de trabalhadores que exigem salários mais altos, tendem a ter uma maior demanda interna e querem melhores condições de vida nas áreas urbanas, então a aposta do governo é que esse mercado aumente a demanda interna do país que é baixa. Há, também, o setor industrial que se encontra inchado por conta de altos investimentos ao longo dos anos e agora terá que realocar os recursos existentes de maneira mais eficiente para enxugar os excessos. 
Os desequilíbrios desenvolvidos ao longo dos anos já estão gerando mudanças na China, a questão agora é saber se o governo saberá encaminhar o país em direção ao equilíbrio.

Bibliografia
Disponível em:<http://pt.tradingeconomics.com/china/foreign-direct-investment&gt;. Acesso em: 12 Maio de 2015

Walker, Andrew. Porque a desaceleração da China importa para o mundo. Disponível em:<http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150508_china_desaceleracao_lgb&gt;. Acesso em: 10 Maio de 2015

Dow Jones Newswires. China corta a taxa de juros pela terceira vez desde Novembro. Disponível em: <http://www.valor.com.br/internacional/4043064/china-corta-taxas-de-juros-pela-terceira-vez-desde-novembro >. Acesso em: 10 Maio de 2015

Wildau, Gabriel. China vive o fim da mão de obra barata. Disponível em: <http://www.valor.com.br/internacional/4043604/china-vive-o-fim-da-mao-de-obra-barata&gt;. Acesso em: 10 Maio de 2015

A Política Fiscal Atual e Seus Objetivos

No ano de 2014 – ano marcado pelas eleições presidenciais – o governo bateu recorde de gastos, fazendo as contas públicas terem o pior resultados de toda a história. No início desse ano, foram divulgadas informações que mostravam o primeiro déficit primário – receitas menos despesas, sem contar com a dívida pública – em 18 anos.

Em 2013, as contas registravam um superávit de R$ 76,99 bilhões, equivalente a 1,6% do PIB. No entanto, em 2014, as contas públicas deterioraram devido ao aumento de gastos públicos, à ajuda para a Conta de Desenvolvimento Energético e à queda real da arrecadação.

No início de 2014, a equipe econômica informou que o objetivo para as contas de todo o setor público seria um superávit parecido com o ano anterior, de 1,9% do PIB, sendo que 81,6% do superávit corresponderiam ao esforço que o governo central buscava.

Devido a despesas exacerbadas em ano eleitoral, o governo precisou salvar o setor energético que foi prejudicado pela falta de chuvas. Também teve de arcar com os custos do jogo político feito com o intuito de segurar os reajustes da conta de luz e nos combustíveis. Além disso, a indústria e o comércio desaqueceram em decorrência de uma economia mais fraca. Muitos setores, também tiveram o benefício, concedido pelo governo, de pagar menos impostos. Esse conjunto de acontecimentos resultou em uma redução significativa das receitas da União.

Em novembro de 2014, no entanto, prevendo o resultado de sua governança, o governo lançou um projeto de lei ao Congresso para mudar a Lei das Diretrizes Orçamentárias que, por mais que tenha despertado intensos debates no Legislativo, foi aprovado pelo parlamentares.

Este ano, após o maior rombo nas conas públicas e grandes escândalos de corrupção, não sobrou dinheiro nem para pagar nem os juros da dívida – o superávit primário – uma garantia que o país não dará calote.

A dívida bruta brasileira ficou maior: houve um aumento de 10% em relação ao PIB. Se o governo não solucionar o problema que criou, o Brasil irá perder o grau de investimento – nota que qualifica o país para investidores tomarem decisões sobre onde investir.

Com uma nova equipe econômica para salvar as finanças em 2015, Joaquim Levy lidera as novas políticas fiscais do país. O novo ministro da fazenda avisou que serão necessários sacrifícios para alcançar a ambiciosa meta de um superávit fiscal de 1,9% do PIB, mesmo assim, prometeu consertar as contas públicas até o final do ano. Para isso, duas ações serão feitas: o corte das despesas do governo – Previdência Social e Orçamento da União, que cuida da folha de pagamento dos servidores públicos – e a elevação da arrecadação – feita pelo aumento de impostos e outras receitas do governo.

Para cortar os gastos, o ajuste fiscal consiste das seguintes políticas:

  1. Alterar o tempo mínimo de trabalho para solicitar o seguro desemprego de 6 meses para 12.
  2. Definir o tempo mínimo de 90 dias de carteira assinada na empresa para o trabalhador que poderá receber o benefício de abono salarial.
  3. Manter o seguro-defeso pago aos pescadores durante o período em que a pesca é proibida.
  4. Cortar por completo os repasses feitos ao fundo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
  5. Cortar em 33% tudo o que o governo pode gastar em 2015 – um bloqueio mensal de R$ 1,9 bilhão.
  6. Reduzir 27,1% os gastos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O programa é responsável em investimentos em infraestrutura, saneamento e habitação.
  7. Reduzir a participação do BNDES em financiamentos e aumentar as taxas de longo prazo (TJLP).

Para aumentas as receitas, a nova política irá:

  1. Reduzir os benefícios para exportadores de produtos manufaturados.
  2. Aumentar as alíquotas de contribuição previdenciária.
  3. Voltar à “alíquota cheia” do IPI dos automóveis.
  4. Aumentar o IOF, que incide sobre as operações de crédito para o consumidor.
  5. Elevação do PIS, Cofins e Cide sobre os combustíveis.
  6. Aumento da cobrança de PIS e Cofins sobre as importações.
  7. Equiparação do setor atacadista e industrial no IPI incidente nos cosméticos.

Com a meta fiscal voltada para alcançar novamente um superávit fiscal, podemos nos perguntar: O que mais acontece quando atingimos a meta?

Existem teorias que indicam que um superávit fiscal anda juntamente com o saldo em conta corrente. Os dois são chamados de déficits gêmeos, isto é, quando há um superávit fiscal, o saldo em conta corrente também tende a ser superavitário. O mesmo ocorre quando há um déficit fiscal. Se analisarmos o gráfico a seguir, podemos ver que há uma correlação positiva que sustenta a teoria dos déficits gêmeos e, com isso, podemos esperar resultados benéficos para o país que vão além do resultado isolado da política fiscal adequada.

Figura 1: Evolução ao longo do tempo da proporção do déficit fiscal no produto, (G-T)/PIB, e da proporção do saldo da balança comercial no produto, (X-M)/PIB.

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Fonte: https://nepom.wordpress.com/2014/09/19/deficits-gemeos-uma-breve-analise-teorica-e-empirica/

 

 

Referências:

  1. CUNHA, Joana. Dilma nem sempre age de forma eficaz, afirma Joaquim Levy. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1609636-dilma-nem-sempre-age-de-forma-eficaz-afirma-levy.shtml
  2. MOTTA, Severino. Levy se encontra com presidente do STF e discute ações de execução fiscal. Disponível em: < http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1608096-levy-se-encontra-com-presidente-do-stf-e-discute-acoes-de-execucao-fiscal.shtml>
  3. COELHO, Ana Luiza. Déficits Gêmeos – Uma Breve Análise Teórica e Empírica. Disponível em: < https://nepom.wordpress.com/2014/09/19/deficits-gemeos-uma-breve-analise-teorica-e-empirica/&gt;

A elevação na taxa de desemprego

Ontem, Dia 28/04/15, foi anunciada a taxa de desemprego do mês de Março 6,2%, pior resultado desde maio de 2001, sendo que esta taxa tem aumentado desde o fim do ano passado, juntamente com o saldo de geração de emprego que apresentou nos últimos três meses anunciados um resultado negativo, algo que não acontecia desde novembro de 2008 (ainda não foi anunciado os valores de março), trazendo assim, um resultado ruim a respeito do atual mercado de trabalho brasileiro.

A taxa de desemprego é obtida pela razão entre população desocupada e população economicamente ativa. Segundo o IBGE, a população desocupada corresponde as pessoas que não estão trabalhando mas procuram emprego e a população economicamente ativa é composta pelas pessoas desocupadas e as pessoas ocupadas.

A PEA tem reduzido, o que indica que está havendo saída de pessoas do mercado de trabalho, é importante notar que a redução da PEA pode provoca um aumento na taxa de desemprego, pois numa população menor em atividade no mercado de trabalho há o mesmo número de pessoas procurando emprego, a razão entre as duas  populações aumenta. Analisando resultados da PEA de Janeiro/2011 a Fevereiro/2015 obtive uma correlação negativa de 0,4931, mostrando que a PEA e a taxa de desemprego caminham em direções opostas. PEA Desemprego

O saldo de geração de emprego como apresentado no início do texto, tem apresentado resultados muito ruins para o mercado de trabalho, um reflexo daquilo que tem acontecido com nossa Atividade econômica, produção em baixa, utilização da capacidade instalada sendo uma das piores desde de 2009, queda na confiança do empresário industrial e etc. Analisando o saldo da geração de emprego de janeiro/2011 a fevereiro/2015, obtive uma correlação positiva de 0,6742, mostrando que o saldo da geração de emprego e a taxa de desemprego caminham na mesma direção.Saldo Desemprego

Os motivos para as atuais taxas de desemprego são: a redução da população economicamente ativa; o aumento dos desocupados, causado pelas pessoas que foram demitidas em dezembro e que voltam a procurar emprego, e os saldos negativos na geração de empregos, que possivelmente continuará devido contração que estamos passando na nossa atividade econômica.

Referências:

Dados recolhidos no Ipeadata: http://www.ipeadata.gov.br/ <Ultimo acesso em: 29/04/2015>

Apresentação

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O novo grupo apresentou hoje, com a supervisão de Maria Rennó (extrema direita, na foto acima). Desta vez não colocaremos os slides aqui porque é preciso fazer vários ajustes para aperfeiçoar o material.

Vários professores – Sérgio, Reginaldo e Márcio – prestigiaram o grupo, o que é sempre importante. Por que? Porque professores podem corrigir falhas, apontar problemas, sugerir mudanças e sempre nos fazer ver que as coisas podem ser feitas de forma distinta (e melhor, claro).

Passada a primeira apresentação do semestre, vejamos como evoluirá o grupo ao longo do tempo.

Não é que vai ter Disney esse ano?

Desde Abril de 2006, o Brasil apresenta sucessivos déficits em relação as suas receitas e despesas cambiais turísticas. Ou seja, desde então mais dinheiro é gasto externamente do que é gasto internamente quando o assunto é turismo. Como é possível identificar na tabela da figura 1, nos últimos anos esse déficit persiste:

Mês Receita e despesa cambial turística (milhões US$)
2013 2014 2015
Receita Despesa Déficit Receita Despesa Déficit Receita Despesa Déficit
Total 6.711 25.342 -18.631 6.914 25.608 -18.694 555 2.207 -1.652
Janeiro 696 2.299 -1.603 643 2.120 -1.477 555 2.207 -1.652
Fevereiro 624 1.862 -1.238 592 1.915 -1.323
Março 599 1.882 -1.283 535 1.838 -1.302
Abril 585 2.116 -1.530 547 2.344 -1.797
Maio 522 2.241 -1.719 531 2.266 -1.735
Junho 453 1.928 -1.475 797 2.001 -1.204
Julho 540 2.214 -1.674 789 2.415 -1.625
Agosto 517 2.227 -1.710 499 2.354 -1.855
Setembro 505 2.168 -1.663 493 2.387 -1.894
Outubro 533 2.314 -1.780 488 2.124 -1.637
Novembro 556 1.874 -1.318 475 1.720 -1.245
Dezembro 579 2.217 -1.638 524 2.124 -1.600

Fonte:http://www.dadosefatos.turismo.gov.br/export/sites/default/dadosefatos/estatisticas_indicadores/receita_cambial/downloads_receita/Receita_e_Despesa_Turistica_Cambial_-_Serie_Histxrica_-_Ano_Mes_-_1990-Jan2015.pdf
Figura 1

Outro fato também persistente era, até mês passado (março), o dólar adquirindo grande valorização em relação ao real. Agora esse já não é mais o cenário atual do dólar, desde que houve uma queda na crença de que o Fed (Federal Reserve) pretende aumentar as taxas de juros no país, porém essa queda atual do dólar não é foco deste texto.

Uma vez que só existem dados sobre as receitas e despesas cambiais turísticas até o mês de janeiro de 2015, só é interessante analisar a média do dólar até esse período. No gráfico da figura 2 é possível ver esse constante aumento do dólar nos últimos meses:

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Figura 2

Ao calcular a correlação entre o déficit turístico e a cotação do dólar encontramos um valor positivo correspondente a 0,4915. O que indica que os conjuntos de dados caminham em um mesmo sentido.

Analisando através do senso comum, seria razoável imaginar que com os aumentos no preço do dólar o déficit cairia, já que existe uma desvantagem cambial que torna as viagens para o exterior mais caras que o de costume. Esse, porém, não é o cenário encontrado, o que não nos possibilita confirmar a hipótese.

Referências:

http://www.dadosefatos.turismo.gov.br/dadosefatos/estatisticas_indicadores/receita_cambial/ Acesso em: 21 de abril de 2015

http://economia.uol.com.br/cotacoes/cambio/dolar-comercial-estados-unidos/?historico Acesso em: 21 de abril de 2015

http://www.dadosefatos.turismo.gov.br/export/sites/default/dadosefatos/estatisticas_indicadores/receita_cambial/downloads_receita/Receita_e_Despesa_Turistica_Cambial_-_Serie_Histxrica_-_Ano_Mes_-_1990-Jan2015.pdf Figura 1: Acesso em: 21 de abril de 2015