O custo de Paulson

Dois economistas fizeram um belo trabalho: estimaram o custo-benefício do socorro de Paulson durante o início (ou o auge?) da crise atual. Veja o resultado aqui.

É o tipo de trabalho que todo economista deveria tentar fazer. É difícil, mas se queremos falar algo relevante sobre o mundo que nos cerca…

E o Nepom acertou!

O modelo indicou, a votação dos membros (exceto a Chris) também. E aí está o resultado.

Apresentação do NEPOM

Na última segunda-feira inovamos um pouco na apresentação do NEPOM. Bem, o resultado final é este.

Off topic…

Relatório mostra medidas quantitaivas de regulamentações para iniciar um negócio, lidar com alvarás de construção, empregar trabalhadores, registrar a propriedade, enfim, uma série de medidas que ao final são compiladas em um ranking incluindo 183 países. No Doing Business de 2009, nada de surpresas agradáveis para o Brasil, o país ficou na 129º.  Saudações à burocracia!!!

Mais gastos do governo, mais inflação?

Neste artigo de Christiano, Einchenbaum & Rebelo, temos a inevitável- e não tão surpreendente assim – conclusão de que o multiplicador dos gastos do governo é mais potente (no impacto sobre o produto) quando a taxa de juros nominal é constante.

No caso brasileiro ainda não temos economistas mostrando nem uma estimativa similar e, portanto, podemos imaginar que o resultado dos autores serve para um debate rápido. Se alguém conseguir o link correto da entrevista do prof. A.C. Pastore no Estadão ontem, pode fazer uma reflexão crítica sobre este texto e a entrevista.

Em resumo: mais inflação é o resultado mais provável para o próximo ano. Isto significa que o Banco Central terá que agir, caso queira evitar a volta do gerador de décadas perdidas.

Multiplicadores

Nosso ex-membro do Nepom, o Pedro, enviou-me este texto sobre os multiplicadores fiscais. Como já disse – e reitero – não tenho visto artigos de economistas brasileiros tratando do tema, principalmente para o Brasil.

Impactos da crise

O NBER está com dois interessantes artigos sobre os impactos da crise: este e este.

Os multiplicadores do gasto fiscal

Enquanto nossos economistas brasileiros não divulgam uma única estimativa de um multiplicador que justifique qualquer ação do governo em termos de gastos públicos, Barro tem novas estimativas para os EUA.

Vale a pena pensar no tema.

Preços do petróleo são importantes para a política monetária?

Claro que são. Disso não temos dúvida. Mas como a reação dos Bancos Centrais é alterada por variações nestes preços é algo interessante de se estudar. No último Economics Bulletin, um novo artigo trata exatamente disto. O artigo deveria ser lido por todos aqueles interessados no uso de Probits ordenados. No Nepom, usamos um modelo como este para prever as ações do Banco Central.

Fica aqui o convite à leitura.

Não existe almoço grátis

No Estado de Minas deste domingo, uma entrevista comigo e com o coordenador do Procon Assembléia sobre o tema.

Para o leitor interessado, recomendo a leitura deste livro. Mais ainda, pense no meu exemplo da pescaria. Se um sujeito pesca e te dá o peixe, o peixe não saiu de graça. Por que? O pescador aplicou parte de seu tempo na pescaria enquanto poderia estar em casa trabalhando em sua oficina.

Concluímos que existe um custo e, pela bondade do pescador, não houve pagamento. Isto significa que ele arcou com o custo sozinho. Por que é bom que as trocas sejam voluntárias e não impostas por alguém? Porque aqueles que quiserem vender o peixe podem fazê-lo. Aliás, aqueles que quiserem pescar serão livres para fazê-lo. Quando esta liberdade inexiste, pessoas são obrigadas a fazerem o que não querem com seu tempo (pense no exemplo mais cruel da história: a escravidão) e, certamente, não serão muito dedicadas em suas tarefas.

Não existe almoço grátis e, veja só, esta é a melhor forma de organização social de uma economia. Interessante, não?